Prosa de uma esteticista - com Nathalie Souza

A sensibilidade dos melanócitos e as discromias

Nathalie Souza
A sensibilidade dos melanócitos e as discromias

Os melanócitos são células presentes no nosso corpo, onde sua grande maioria fica localizada na camada basal da epiderme. Sua estrutura se apresenta com um corpo celular globuloso de onde se destacam prolongamentos de citoplasma, múltiplos, chamados de dendritos, os quais se situam entre os queratinócitos da camada basal até a terceira camada da epiderme, a camada granulosa. A função, dos melanócitos, é produzir a melanina, substância responsável pela coloração, através de um processo chamado melanogenese.

 

A tirosinase, enzima que controla a síntese de melanina acelerando as reações químicas, é inicialmente produzida na superfície do retículo endoplasmático rugoso, e é transferida e armazenada no complexo de golgi, um pré-melanossoma liberado do complexo de golgi une-se com a vesícula para formar o melanossoma, que é onde a melanina é armazenada após sua produção. Nos melanossomas, a tirosinase converte a tirosina em eumelanina (pigmentos marrons ou negros) e feumelanina (pigmentos amarelos ou vermelho-marrom). Através dos dendritos, os melanócitos, transferem os melanossoma para os queratinócitos, um melanócito se encarrega de 36 queratinócitos, que lhes estão associados.

 

O papel fisiológico da melanina, é promover a cor da pele e a fotoproteção. Após a irradiação, os melanossomas se reagrupam em torno do núcleo e protegem, assim o material genético dos queratinócitos, como filtro solar a melanina difrata ou reflete a radiação UV.

 

Porém, essa nossa célula é muito sensível e estimulada muito facilmente. Entre os diversos estímulos, destacam-se: tratamentos ou distúrbios hormonais, ação dos raios UV, envelhecimento, gravidez, predisposição genética. Quando essa estimulação acontece, é desencadeado todo o processo explicado acima, podendo ocorrer a alteração na pigmentação natural da pele, as chamadas discromias, se dividindo em hipocromia, pigmento abaixo da normalidade ou acrômicas que é ausência de cor, e hipercromia, produção excessiva de pigmento.

 

Na estética, tratamos hipercromias, que de acordo com os fatores desencadeantes, recebem sua classificação:

– Queratose actínica: Exposição ao sol ao longo da vida, aparecerá com o tempo.

– Melasma: Fatores hormonais e radiações UV.

– Hipercromia pós-inflamatória: Manchas oriundas de agressões como inflamação ou queimaduras.

– Fitofotodermatose: Causada por bijuterias, substâncias como perfumes ou alguns ácidos de frutas e radiações UV.

– Entre outras…

 

Como a maioria das hipercromias é causada pela interação de algum fator, seja hormonal, ácidos de frutas, perfume, entre outros, com a radiação ultravioleta ou até a própria RUV sozinha em excesso, vamos usar protetor solar e reaplica-lo sempre ao longo do dia, evitar muita exposição ao sol, prevenindo assim o surgimento das discromias.

 

Lembrem-se que os melanócitos não precisam de muito para serem estimulados, por isso o melhor tratamento para as discromias é a prevenção.

Imgem retirada da internet (google).

Estética Facial

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