Prosa de uma esteticista - com Nathalie Souza

Radiofrequência não ablativa: Flacidez cutânea facial

Nathalie Souza
Radiofrequência não ablativa: Flacidez cutânea facial

Com o passar dos anos e avanço da idade a elasticidade, colágeno e fibras elásticas da pele acabam diminuindo sua produção, estas alterações provocam os sinais de envelhecimento como ruga e linhas de expressão. E a radiofrequência tem sido um tratamento muito procurado para essa disfunção e com resultados maravilhosos.

A radiofrequência tem sua base terapêutica na conversão da energia eletromagnética com efeito térmico, utilizando a corrente elétrica de média intensidade, com a finalidade de elevar a temperatura tecidual, afim de se obter uma resposta fisiológica.

A temperatura de 39° e 45° não causa nenhum dano significativo, mas para diferenciar a terapêutica é importante saber que temperaturas menores (entre 37° e 38°) o efeito é de diminuição da densidade do colágeno e temperaturas maiores (40° e 41°) o efeito é o contrário, tendo o aumento da densidade do colágeno. Sendo utilizadas temperaturas maiores para a abordagem desse artigo, flacidez dérmica.

Sua aplicação tem dois efeitos: Imediato, logo após a aplicação; e o tardio, observado após 2 meses da aplicação. O efeito imediato se dá pela expressiva retração das fibras de colágeno, e os efeitos tardios ocorre pela estimulação de novas fibras de colágeno. Por conta disso é interessante respeitar o tempo para que uma nova sessão seja feita, sendo feitas em uma média de 15 dias, tendo cada sessão aproximadamente 30 a 40 minutos.

Recomenda-se posicionar o paciente da melhor maneira possível na maca, higienizar a região a ser tratada; manter a temperatura ambiente entre 21°C e 24°C; escolher a manopla monopolar ou bipolar; iniciar tratamento dividindo a face ao meio e tratando um lado por vez, em seguida a região frontal, e finalizando na região do pescoço, evitando passar a manopla pela região de tireóide. É imprescindível que a temperatura seja medida a todo momento.

É contra indicado em indivíduos com alteração de sensibilidade, marcapasso, câncer, gestante, infecções sistêmicas, artrite, paciente que esteja fazendo uso de terapia com retinóides e que tenha feito peeling agressivo, sobre glândulas que provoquem aumento de hormônios.

Com a radiofrequência e seu efeito térmico, acontece o aumento da temperatura interna o que provoca uma vasodilatação que mantém em atividade os fenômenos biológicos relacionados com a vitalidade tissular, e a qual gera uma melhora no sistema sanguíneo e linfático resultando em uma melhora nutricional e de oxigenação celular. Então além do que foi citado, o seu efeito térmico pode mudar a forma das fibras de colágeno, alterar sua periodicidade, seu comprimento e seu diâmetro, o que reorganiza as fibras de colágeno, e quando aquecidos os fibroblastos são recrutados para formação de novo colágeno. Por conta disso a radiofrequência é tão desejada e possui resultados satisfatórios, segundo estudos.

Imagem retirada do google.

Estética Facial

Deixe seu comentário